sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"Carta a uma senhorita em Paris", Julio Cortázar

Bom dia, pessoal!

Hoje, nesta sexta-feira, resolvi instigar a capacidade leitora de vocês com um conto nada tradicional do escritor argentino Julio Cortázar.
Julio Cortázar
Cortázar nasceu na embaixada da Argentina em Bruxelas em 26 de agosto de 1914. Ele foi uma criança bastante doente e passou muito tempo de sua infância na cama, lendo livros, o que provavelmente o levou a se formar Professor em Letras em 1935. Em 1951, aos 37 anos, Cortázar se mudou para a França por não concordar com a ditadura na Argentina. Ele morou em Paris até o dia de sua morte, em 12 de fevereiro de 1984.

Julio Cortázar é considerado um dos maiores escritores argentinos e um dos mais inovadores do seu tempo. Sua especialidade literária é o conto, sendo comparado a outros mestres como Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Cortázar rompe com as características tradicionais do conto com narrações não-lineares e personagens desenvolvidos psicologicamente. Ele é um dos escritores que desenvolveram o movimento chamado Realismo Mágico, uma resposta latino-americana à Literatura Fantástica na Europa.

Carta a uma senhorita em Paris, publicado em seu primeiro livro de contos Bestiário (1951), é mesmo um conto fantástico, e põe fantástico nisso! Como o título sugere, o conto é escrito em formato de carta, endereçado a uma senhorita que está passando uma temporada em Paris e deixou seu apartamento na Rua Suipacha em Buenos Aires aos cuidados do narrador, que não se sabe se trata-se de um homem ou uma mulher. O narrador tem a responsabilidade, então, de zelar pelo apartamento da senhorita. No entanto, algo estranho lhe acomete: ele vomita coelhinhos brancos! O narrador, contudo, não vê este fato como algo absurdo ou estranho. Pelo contrário, ele o vê como algo extremamente possível de acontecer. Tal situação, no entanto, não deixa de ser um fardo para ele e para sua tarefa de zelador do apartamento.

Ler Cortázar é mesmo uma viagem interessantíssima! Durante a leitura, nos perguntamos se estamos mesmo entendendo o texto, se é aquilo mesmo que está escrito, se o narrador vomita mesmo coelhos!
A relação entre a realidade e o absurdo está presente no conto inteiro, é o realismo mágico de Cortázar!


Desafie-se como leitor e não deixe de ler este conto de Julio Cortázar!

Boa sexta-feira a todos!

Fernanda

Um comentário:

  1. Na realidade, é possível sim saber que o narrador é homem, isto porque em algumas partes ele utiliza de termos masculinos, como na página 29 "estendido no sofá".

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