sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Guimarães Rosa

Olá!

Eu tenho o costume de, durante minhas leituras, intercalar livros de literatura inglesa, que é minha área de estudo, e livros de outras literaturas, como a brasileira, a russa, francesa, etc. Planejo fazer o mesmo aqui neste blog, com o intuito de que ele seja o mais eclético possível, assim como a própria literatura.
Portanto, hoje decidi escrever sobre um dos grandes nomes da nossa literatura nacional, Guimarães Rosa.
Rosa foi um escritor mineiro, além de médico formado e diplomata. Ele nasceu em 1908 e morreu no Rio de Janeiro em 1967, aos 59 anos. Sua obra é focada nas dificuldades e modo de viver do sertão brasileiro, o qual ele retrata com riqueza de palavras, usando dialetos da região e palavras inventadas por ele mesmo.
Sua principal, e mais conhecida, obra é Grande Sertão: Veredas, que gira em torno da história do jugunço Riobaldo. Eu ainda não tive a oportunidade de ler este livro, mas certamente está na minha lista de leituras obrigatórias.
Devo confessar que o meu interesse por Guimarães Rosa aumentou significativamente depois de minha recente viagem a Minas Gerais, quando conheci sua cidade natal, Cordisburgo (a aproximadamente 120km de Belo Horizonte), e a casa onde o escritor morou. Eu acho incrível visitar os lugares que inspiraram grandes nomes da literatura, e esta pequena cidade mineira ofereceu muito material a Rosa, principalmente quando ficava na venda de seu pai e escutava as conversas dos jagunços que passavam por ali.
O Museu Casa Guimarães Rosa fica na casa onde o escritor nasceu e viveu até os 9 anos de idade e quem nos recebe e nos guia pelo museu são crianças, que participam voluntariamente do Projeto Miguilim e narram trechos de obras do Guimarães Rosa. Em minha visita, uma das "Miguilins", chamada Maísa, emocionou a todos os turistas narrando um trecho (longo, por sinal! E narrado de forma belíssima e de memória) da novela Campo Geral, parte do livro Corpo de Baile. Foi uma experiência ainda mais valiosa pra mim, porque este era justamente o único trabalho de Rosa que havia lido até então, e a história do pequeno Miguilim, seu irmão Dito, e do restante da família que vive no Mutum, ganhou vida através das palavras da pequena Maísa.
Campo Geral é um retrato do sertão brasileiro visto através da ingenuidade de uma criança. Vale a pena a leitura!
Abaixo segue uma foto de minha visita ao Museu Casa Guimarães Rosa.


Um forte abraço e ótimo final de semana!

Fernanda

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