Hoje venho compartilhar com vocês uma leitura que terminei recentemente e que já se tornou um dos meus livros preferidos de todos os tempos!
Estou falando de O Retrato de Dorian Gray, do fabuloso escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), publicado periodicamente durante o ano de 1890 em uma revista literária estadunidense. É interessante frisar que existem duas versões do texto: o texto original publicado nos Estados Unidos em 1890, e uma edição revisada publicada em formato de livro na Inglaterra em 1891. No entanto, a editora inglesa obrigou Wilde a reescrever o texto de modo a deixá-lo menos "indecente", suavizando a influência negativa de Lorde Henry sobre Dorian Gray. Há muitas interpretações que vêem Lorde Henry como uma personificação do diabo, que teria levado Dorian para o mal caminho. Eu li a versão original, como idealizada primeiramente por Wilde.
Dorian é um jovem da elite na sociedade vitoriana. De personalidade doce e muito atraente, ele logo chama a atenção da sociedade e, em especial, de Basil Hallward, um pintor, que decide imortalizar a beleza de Dorian em um quadro. O quadro fica maravilhoso.
Cena do filme de 2009 |
"Como isso é triste! Deverei envelhecer, e ficar horrível e assustador. Mas este retrato sempre permanecerá jovem. Nunca ficará mais velho do que este dia em particular de junho... se fosse ao contrário! Se fosse sempre eu a ficar jovem e o retrato envelhecer! Por isto - por isto - eu daria qualquer coisa! Sim, não há nada em todo o mundo que eu não daria"
Basil e Lorde Herny observam o retrato de Dorian |
Esta narrativa de Oscar Wilde é também uma ilustração do movimento chamado Esteticismo na literatura do final do século XIX. Os seguidores desse movimento acreditavam na arte pela arte. Não viam a literatura, ou a arte em geral, como moralizante ou um veículo de crítica social. A arte deveria apenas ser bela e causar prazer através da beleza. É essa a filosofia de vida de Dorian a partir do momento em que ele se torna um objeto belo em busca de prazer. Ele busca prazer na música, na literatura, em lugares, objetos e tecidos exóticos, etc. Dorian se torna a personificação dos desejos estéticos de Lorde Henry.
Se você busca um livro envolvente, com um toque de sobrenatural, diversas referências à mitologia grega e às peças de Shakespeare (ilustrando o imenso repertório cultural de Wilde), odes à arte, à literatura e à beleza através de uma linguagem extremamente poética, O Retrato de Dorian Gray é o livro para você! Eu fiquei muitíssimo feliz com essa leitura e acredito que acabei de encontrar mais uma adição à minha lista de favoritos.
O mestre Oscar Wilde! |
Uma ótima semana a todos e, é claro, ótimas leituras!
Fernanda
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