domingo, 9 de abril de 2017

"Eduardo I", Jean Plaidy

Bom dia, pessoal!

Hoje comecei o domingo com o término de uma ótima leitura! Trata-se do sétimo volume da saga Plantageneta da escritora britânica Jean Plaidy: Eduardo I. Eu já venho acompanhando esta série há mais de um ano. Como a série é longa, tem ao total 14 volumes, eu procuro intercalar a leitura de um livro da série com outros, assim não me canso das aventuras dos reis angevinos.

Como já falei nos posts anteriores sobre os volumes da série anteriores a este, eu sou simplesmente apaixonada por esta saga! Jean Plaidy consegue transmitir a sensação de viver na Idade Média, período marcado por intrigas de reis, batalhas sangrentas, lutas por territórios, torneios de cavaleiros, casamentos arranjados, enfim... uma época que me fascina!

Para ler as publicações referentes aos volumes anteriores da saga Plantageneta, clique aqui.

Eduardo I
Em Eduardo I, o jovem Eduardo se torna rei após a morte de seu pai, Henrique III. Seu pai morrera em 1272, porém neste período Eduardo, o herdeiro, não se encontrava na Inglaterra. Ele acompanhava o rei Luís IX da França na Oitava Cruzada. Quando soube da morte do pai, Eduardo voltou para a Inglaterra, porém só conseguiu chegar lá em 1274, dois anos após a morte do rei, para reivindicar a coroa.

Neste período em que Eduardo esteve fora, o reino foi governado por um Conselho liderado por Robert Burnell. Sua mãe, a dinâmica Eleanor de Provença (cuja personalidade me lembrou de Eleanor de Aquitânia, uma de minhas figuras históricas preferidas. Ela foi personagem principal nos volumes 1 e 2 da saga. Confira as resenhas anteriores), também fez o possível para garantir os planos do seu filho, agora Eduardo I.

Eduardo foi um rei forte, um alívio para os ingleses depois de Henrique III e João. Eduardo era enérgico e um ótimo guerreiro, temido por seus adversários como seu avô, Ricardo Coração de Leão. O maior desejo de Eduardo era unificar a Inglaterra, País de Gales e Escócia. Conseguiu conquistar os galeses, subjugando Llywelyn e Davydd, príncipes de Gales. Mais tarde, dedicou sua vida à causa escocesa. Conseguiu capturar e executar o rebelde Guilherme Wallace, que havia se tornado uma figura heroica que sonhava com a independência da Escócia.

Guilherme Wallace, interpretado por Mel Gibson no filme "Coração Valente"



Eleanor de Castela
Sua vida em família foi muito satisfatória. Casou-se com Eleanor de Castela (outra Eleanor em sua vida!), por quem foi profundamente apaixonado. Porém, o casamento parecia gerar apenas filhas saudáveis! E que filhas, aliás! Eleanor e Joana são personagens inesquecíveis! As duas se casaram com nobres ingleses, Margaret casou-se com João de Brabant, e Mary entrou para um convento. Eduardo era apaixonado por suas filhas e realizava todos os seus desejos, o que as tornou ousadas e rebeldes, principalmente Joana, que nasceu em Acre enquanto os pais estavam na Terra Santa, por isso ficou conhecida como Joana de Acre. Eleanor era muito esperta e Eduardo até cogitou a ideia de torná-la a herdeira do trono, mesmo sendo mulher. Como consequência, Eleanor casou-se muito tarde, somente depois que ficou claro que sua ascensão ao trono da Inglaterra nunca se concretizaria.

Marguerite da França
Os três filhos homens de Eleanor, John, Henrique e Alphonso, morreram ainda crianças. Por fim, em 1207 nasceu Eduardo, o esperado herdeiro! Uma tragédia familiar, contudo, abalou a vida de Eduardo. Sua adorada esposa Eleanor morre muito jovem, deixando um vazio em sua vida. Ele prometeu a si mesmo que não se casaria novamente, mas a existência de apenas um herdeiro homem era preocupante, por isso começou a pensar em casar-se novamente. Seu segundo casamento ocorreu em 1299, nove anos depois da morte de Eleanor de Castela, e foi com Marguerite, irmã do rei da França Filipe IV, o Belo. Ela, com menos de 20 anos, era muito mais jovem que o rei, que já beirava os 60 anos. O casamento, no entanto, foi feliz, resultando em três filhos: Thomas, Edmund e Eleanor.



Com a morte de Eduardo I, aos 68 anos, seu filho mais velho, Eduardo, se torna Eduardo II. Porém, Eduardo não é o que seu pai, forte e temido rei, esperava: ele é preguiçoso, delicado e tem uma amizade um tanto quanto exagerada com Piers Gaveston, uma má influência. É Eduardo II que protagoniza o próximo volume da saga, As Loucuras do Rei, que já estou louca para ler!

Eduardo II

Espero que tenham gostado de mais um episódio da intrigante história da Inglaterra.
Para mais informações sobre a autora, Jean Plaidy, não deixe de conferir as publicação anteriores sobre a saga Plantageneta.

Um ótimo domingo a todos e, é claro, ótimas leituras!

Fernanda

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