quarta-feira, 3 de julho de 2019

"Um crime na Holanda", Georges Simenon

Boa noite, queridos leitores!


Hoje venho compartilhar com vocês as minhas impressões sobre minha última leitura, o romance policial Um Crime na Holanda, do escritor belga Georges Simenon (1903-1989). Esta é a sétima aventura do comissário Maigret, personagem mais célebre do autor belga, personagem que me lembrou muito o famoso inspetor Hercule Poirot da rainha do crime Agatha Christie (1890-1976).

Eu me deparei com esse livro em uma livraria em Florianópolis. Como estou em período de leitura de um livro longo com mais de 700 páginas, vi nessa narrativa policial de menos de 140 páginas uma maneira de inserir uma leitura diferente e recuperar meu fôlego literário para voltar ao meu calhamaço. Além disso, ao saber que a história se passa na Holanda, país muito querido por mim e onde morei por um ano, não tive dúvidas e comecei a ler Um Crime na Holanda ali mesmo!

Esse romance de Simenon publicado pela primeira vez em 1931 - onze anos depois da primeira aparição do detetive de Agatha Christie, diga-se de passagem - nos leva a Delfzijl, um vilarejo portuário no nordeste da Holanda, próximo da cidade de Groningen. Nessa pacata região, um professor francês é convidado para dar uma palestra sobre criminologia. Ele se hospeda na casa do casal Popinga, onde houve uma festa para receber o renomado acadêmico. No dia seguinte, porém, o corpo do Sr. Popinga é encontrado sem vida. A polícia de Groningen é chamada, assim como o francês comissário Maigret, pois o professor de mesma nacionalidade se torna o principal suspeito do homicídio.

Maigret interpretado por Michael Gambon 
na série televisa de 1992
Com seu calculismo e raciocínio lógico, Maigret questiona todos os envolvidos, aos poucos percebe o lado obscuro do vilarejo escondido sob a fachada pacata e perfeita, e surpreende a polícia holandesa ao descobrir o verdadeiro culpado por trás desse crime premeditado.

"A calma continuava a imperar na atmosfera. Uma calma serena, quase plena demais. Uma calma capaz de convencer um francês de que toda aquela vida era tão artificial quanto um cartão-postal" (p. 68-69)

Eu gostei muito de acompanhar o método de Maigret - apesar de ele apresentar certos argumentos machistas, mas devemos lembrar que ele é um homem do início do século XX -, principalmente da re-encenação da noite do crime, que leva ao ápice da narrativa: a solução do grande mistério.

Georges Simenon

Eu gosto muito de narrativas policiais e fazia tempo que eu não me dava esse prazer de ler uma, ainda mais quando bem escrita como as de Simenon. Estou curiosa para ler as outras aventuras de Maigret e devo ler em seguida a sua primeira história, Pietr, o letão, também de 1931. A coleção Comissário Maigret foi publicada em português pela Companhia das Letras.

Então é isso, pessoal! Espero que tenham gostado dessa sugestão de livro, especialmente se você é fã de uma boa história policial.

Uma ótima semana a todos e, é claro, ótimas leituras!

Fernanda


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