sábado, 2 de junho de 2018

"Jane Eyre", Charlotte Brontë

Olá, queridos leitores!

Hoje venho compartilhar com vocês a minha mais recente leitura. Trata-se de um livro que já está na minha lista há muitooo tempo: o clássico da literatura inglesa do século XIX, Jane Eyre.

O contexto de publicação do livro em si já é super interessante. Ele foi escrito por Charlotte Brontë, a mais velha das irmãs Brontë. As outras duas, Emily e Anne, também eram escritoras. Porém, no século XIX, ainda era muito difícil para uma mulher conseguir publicar seus trabalhos, ainda mais mulheres solteiras. Por isso, as meninas publicaram seus livros sob os pseudônimos Currer Bell (Charlotte), Ellis Bell (Emily) e Acton Bell (Anne). Quando as críticas de Jane Eyre saíram, a maioria imaginou que o autor da história era um homem, já que - de acordo com eles - uma mulher não seria capaz de escrever um romance tão complexo e com personagens tão desenvolvidos. Imagina a surpresa ao descobrirem mais tarde que se tratava de uma jovem mulher?

Charlotte Brontë
Jane Eyre foi publicado em três volumes em 1847. Mesmo depois de passada a primeira onda da literatura gótica (característica do final do século XVIII e ilustrada por trabalhos de escritores como Ann Radcliffe e Horace Walpole), o romance de Charlotte traz motivos góticos, como a mansão misteriosa, atmosfera de chuvas e neblina, um segredo do passado, sonhos e visões sobrenaturais, etc. Fica claro que Charlotte era uma leitora ávidas dos clássicos góticos do século anterior.

Ao longo do romance de quase 500 páginas, nós acompanhamos a protagonista Jane Eyre desde a sua infância, criada por uma tia depois da morte de ambos os pais. Sua tia, esposa do irmão da sua mãe, a considerava um empecilho e, por isso, a tratava mal. Quando Jane atingiu uma certa idade, foi mandada para a instituição para crianças órfãs Lowood, onde se tornou uma moça amarga e fechada, porém dedicada ao estudo e conhecimento. Após passar seis anos como estudante, trabalhou mais dois como professora na mesma instituição.

Jane Eyre na instituição Lowood. Cena do filme de 2011
Aos dezoito anos, Jane sonhava em deixar Lowood e conhecer mais do mundo. Por isso, começou a procurar emprego como governanta, até que foi chamada para trabalhar na mansão do Sr. Rochester, Thornfield Hall, como instrutora da pequena Adèle. As coisas parecem melhorar para Jane, até que ela começa a perceber barulhos e eventos curiosos - até mesmo perturbadores - na casa. Além disso, ela reluta em admitir que sente algo poderoso pelo seu patrão, que parece gostar dela também. Mas o passado desse homem é muito mais negro do que ela imagina.

E muitas outras coisas acontecem durante a história, mas não vou revelá-las aqui. Jane é uma personagem muito bem construída. A narrativa em primeira pessoa nos dá acesso aos seus pensamentos e sentimentos, sua força e desejo em ser uma mulher independente - o que ela consegue.

Não é à toa que Jane Eyre é um grande clássico da literatura e continua sendo lido nos dias de hoje, 170 anos depois da sua primeira publicação. Jane Eyre se tornou um dos meus livros preferidos e, tenho certeza, voltarei a lê-lo muitas vezes ainda no futuro.

Espero que tenham gostado dessa resenha. Uma ótima semana e ótimas leituras,

Fernanda


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