domingo, 27 de março de 2016

Festival de Teatro de Curitiba - "Macbeth"

Bom dia, queridos leitores, e feliz Páscoa!


Este feriado está sendo maravilhoso, pois coincidiu com o Festival de Teatro de Curitiba e, por isso, pude aproveitar para assistir a algumas peças sensacionais!

Depois de "O Enigma", baseado no romance "Assassinato no Expresso do Oriente" da Agatha Christie, que assisti na quinta-feira, na sexta-feira assisti a uma das peças mais aguardadas do festival: "Macbeth", dirigida por Ron Daniels.

Eu, particularmente, estava muito animada para assistir à peça, porque, mesmo sendo estudiosa de Shakespeare, ainda não tinha tido a oportunidade de assistir pessoalmente a uma montagem de uma de suas peças. Além disto, esta peça já havia sido encenada em São Paulo e angariado muitos comentários positivos.



Giulia Gam e Thiago Lacerda
No elenco estão Thiago Lacerda, Giulia Gam, Marcos Suchara, Luisa Thiré, entre outros atores. Para preparem-se para a peça, a equipe ensaiou 800 horas durante 12 semanas e se reuniu em um sítio em Petrópolis para um período de imersão.

A peça está sendo dirigida por Ron Daniels: nascido em Niterói em 1942, mas mudou-se para a Inglaterra, onde iniciou seus estudos em teatro inglês. Em 1977, foi nomeado diretor artístico do teatro The Other Place Theatre. Daniels é um estudioso de Shakespeare (já montou e atuou em mais de 35 produções shakespearianas nos Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Brasil) e um dos principais diretores da Royal Shakespeare Company em Stratford-upon-Avon, Inglaterra. No Brasil, dirigiu "Rei Lear" em 2000, com Raul Cortez; "Hamlet" em 2012, com Thiago Lacerda; e atualmente está com as produções "Macbeth" e "Medida por Medida" (que também está em cartaz no Festival de Teatro de Curitiba e que assisti ontem - logo mais escrevo minhas impressões para vocês), também com Thiago Lacerda.
O diretor Ron Daniels

A montagem de Daniels foi espetacular. Com um cenário simples, que suporta todas as cenas, Daniels coloca ênfase na trama e nas palavras de Shakespeare ao invés do espetáculo. O diretor transportou a tragédia do tirano Macbeth da Escócia medieval para um período mais moderno - vide o figurino dos atores -, comprovando a atemporalidade do drama de Shakespeare: um general que, sedento por ambição e instigado por sua esposa, mata o rei para tornar-se rei. Quando, por fim, alcança a glória às custas do sangue alheio, sua culpa passa a atormentá-lo. Alguma semelhança com a realidade?

Thiago Lacerda afirma: "É sempre tempo de encenar Shakespeare, pois se tratam de clássicos. As tramas falam sobre os nossos conflitos e os caminhos que escolhemos, então seriam atuais há 100 anos como serão daqui a 50". E não é verdade?

Thiago Lacerda como Macbeth

 As atuações de Thiago Lacerda e Giulia Gam estão maravilhosas. Giulia Gam, em particular, arrasou no papel de Lady Macbeth, louca e cega por sua vontade de poder.

Macbeth e Lady Macbeth em cena
Giulia Gam e Thiago Lacerda

Eu adorei o meu primeiro encontro com Shakespeare no palco. No dia seguinte, assisti a "Medida por Medida", produzida pelo mesmo diretor e encenada pelo mesmo grupo de atores, sobre a qual escreverei em breve.

Espero que a parceria entre Daniels e Thiago Lacerda permaneça a todo vapor e que tragam mais produções incríveis do repertório de Shakespeare para o nosso país e nosso público brasileiro, que também tem muito em comum com Shakespeare, mesmo que ele tenha vivido há mais de 400 anos e a mais de 9000 quilômetro de distância!

Um abraço a todos e boa Páscoa!

Fernanda

sexta-feira, 25 de março de 2016

Festival de Teatro de Curitiba - "O Enigma"

Bom dia, queridos leitores!

Há tempo que não escrevo aqui! A vida está corrida, mas as leituras continuam! E hoje, aproveitando o feriado, resolvi atualizar o blog e compartilhar com vocês minhas experiências teatrais desta semana.

Guilherme Weber e Márcio Abreu

Nesta terça-feira, iniciou o Festival de Teatro de Curitiba que já está na sua 25ª edição. A edição deste ano está sendo organizada pelo ator Guilherme Weber e pelo diretor Márcio Abreu e está repleto de atrações maravilhosas!


O festival é dividido em seis subáreas:


Mostra 2016: programação convidada pela curadoria de Weber e Abreu.

Fringe: reunião de espetáculos que se apresentam por toda a cidade independente da curadoria. Um espaço aberto e democrático com manifestações de todas as linguagens.

Guritiba: peças infantis para emocionar pais e filhos.

Mishmash: um show fantástico de variedades - mágica, malabarismo, comédia, música e muito mais!

Risorama: comediantes de todo o país apresentam seus quadros de stand up comedy num clima de boteco, regado a risadas.

Gastronomix: chefs de todo o país servem seus pratos incríveis em barraquinhas na quermesse de alta gastronomia.

Eu vim para Curitiba na segunda-feira para poder aproveitar ao máximo as atrações do festival.
De 22 a 24 de março, participei do minicurso "Shakespeare 400 anos", em homenagem aos 400 anos da morte do dramaturgo. O minicurso gratuito consistiu em três palestras dadas por professoras especialistas em Shakespeare:


22 de março: "Uma comédia sombria: Medida por Medida e a Questão Ética, Prof. Liana de Camargo Leão;
23 de março: "Hamlet e o Conceito de Humanidade no Mundo Moderno", Prof. Célia Arns de Mirana;
24 de março: "'O que está feito não pode ser desfeito': Bruxaria e Vilania em Macbeth", Prof. Anna Stegh Camati.

Eu, como estudiosa de Shakespeare, adorei esta oportunidade de estudar e discutir as peças, além de conhecer outros shakespearianos. Foi incrível! E o festival ainda oferece duas grandes produções de duas peças de Shakespeare: Macbeth e Medida por Medida. Eu vou conferir as duas e, depois, escrevo aqui minhas impressões.
Para mais informações sobre horários e ingressos, acessem o site do festival:

www.festivaldecuritiba.com.br

Porém, hoje estou aqui para falar de outra peça! Trata-se de O Enigma, que assisti ontem à noite.

O Enigma é uma peça de mistério de investigação baseada no romance Assassinato no Expresso do Oriente, escrito pela Agatha Christie. Eu simplesmente adoro a Rainha do Crime, por isso não podia de deixar de assistir à peça. Além do mais, a peça acontece dentro de uma estação de trem. A ação inicia dentro do saguão da estação. Em seguida, os espectadores, em conjunto com os atores, embarcam no Trem de Luxo da Serra Verde Express - que é, simplesmente, maravilhoso!


A ação continua dentro do trem. Os espectadores estão a todo tempo participando ativamente do drama. Os personagens se acusam mutuamente e apresentam os motivos de cada um para o assassinato do Sr. Inocente do Amaral. Na parada final do trem, todos desembarcam e, em conjunto com o detetive, os espectadores devem dar os seus palpites com relação ao nome do assassino, o motivo e a arma do crime. Aquele que acertar ou chegar mais próximo à solução do crime, ganha uma viagem de trem pela Serra Verde Express.


A peça é produzida pelo Teatro Barracão EnCena; o texto foi elaborado por Juscelino Zilio e Carla Rodrigues; o drama foi dirigido por Juscelino Zilio; e o elenco conta com Adriana Sottomaior, Anidria Stadler, Carla Rodrigues, Cleverson Modesto, Edy Nascimento, Ise Ayres, Juscelino Zilio, Wenry Bueno e William Barbier.

Eu não vou contar para vocês quem é o assassino de Inocente, nem seu motivo e, muito menos, a arma utilizada! Vocês terão que assistir à peça e embarcar em uma jornada de mistério à la Agatha Christie a bordo de um trem de luxo em meados da década de 1940.

Boa viagem!

Fernanda

terça-feira, 8 de março de 2016

"Well-read women: Portraits of Fiction's Most Beloved Heroines", Samantha Hahn

Bom dia, queridos leitores!

Como hoje é 8 de março, não poderia deixar de fazer uma homenagem às grandes mulheres (reais e fictícias) que permeiam o nosso universo literário!


No ano passado, o blog realizou uma semana de postagens especiais homenageando uma escritora por dia. Foram, portanto, sete mulheres incríveis que influenciaram e continuam influenciando a minha jornada literária que passaram por aqui no ano passado: Virginia Woolf, Jane Austen, as irmãs Brontë (Emily, Charlotte e Anne), Cecília Meireles e J. K. Rowling. Quem tiver interesse em rever estas publicações pode acessá-las aqui.

Neste ano, porém, resolvi fazer diferente: decidi homenagear as nossas heroínas literárias, que, mesmo não sendo mulheres de carne e osso, nos emocionaram, encantaram, assustaram, chocaram... enfim, que nos fizeram sentir! E, para tal, tenho o livro perfeito aqui na minha estante, o qual tive o prazer inesperado de encontrar nas promoções da última Black Friday: Well-Read Women: Portraits of Fiction's Most Beloved Heroines, organizado e ilustrado pela norte-americana Samantha Hahn, que já teve seus trabalhos expostos ao redor do mundo, de Nova York até Hong Kong.


Samantha Hahn

Este livro de Samantha traz uma coleção de trechos de clássicos da literatura acompanhados de belíssimas ilustrações. São falas ou pensamentos das personagens femininas mais importantes e impactantes do universo literário, que marcaram Samantha e a fizeram imaginá-las representadas em tinta no papel.
Daisy Buchanan de O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald

Na introdução ao livro, Samantha escreve: "Como uma artista encantada com a forma feminina, eu não pude resistir ao desafio de trazer cada uma das grandes mulheres da literatura (na minha opinião, é claro) à vida, conforme, lendo atentamente, eu as via surgir na minha imaginação".

Julieta Capuleto de Romeu e Julieta, de William Shakespeare

Em seu livro, ela traz encantadoras ilustrações de personagens femininos inesquecíveis, como Clarissa Dalloway de Mrs. Dalloway, Hester Prynne de A Letra Escarlate, Emma Bovary de Madame Bovary, Blanche DuBois de Um Bonde Chamado Desejo, Ofélia de Hamlet, Wendy de Peter Pan, entre tantas outras. É uma viagem maravilhosa pelos rostos dessas heroínas e pelo universo literário!

Anna Karenina de Anna Karenina, de Leo Tolstói

Espero que tenham gostado da dica deste incrível livro de Samantha Hahn, que é, também, uma ótima sugestão de presente para aquelas mulheres especiais na sua vida!

Scarlet O'Hara de E o Vento Levou, de Margaret Mitchell

Um ótimo Dia Internacional da Mulher a todos!

Beijos,

Fernanda

quarta-feira, 2 de março de 2016

Calendário Literário - Março

Bom dia, queridos leitores!


O mês de fevereiro já passou (isso que ele nem foi tão curtinho dessa vez, não é) e o mês de março já chegou! Eu, pessoalmente, adoro o mês de março, pois ele traz energia para novos projetos e ânimo para encaminhar o ano da melhor forma possível! Agora as aulas já voltaram, todos estão de volta ao trabalho... há aquela sensação de ação no ar!

E mês novo traz um novo desafio literário, de acordo com o nosso Calendário Literário, criado por Vitor Martins, que pode ser acessado aqui.

O mês de março é destinado às mulheres e, por isso, é claro que o desafio deste mês deve ter muita força feminina! O desafio é fácil e abrangente: ler um livro escrito por uma mulher!

As opções são muuuuitas, não é? Eu simplesmente amo prestigiar o trabalho de mulheres escritoras e elas estão em minha lista de autores preferidos: Jane Austen, Elizabeth Gaskell, Mary Shelley, as irmãs Brontë, J. K. Rowling...

Porém, resolvi sair da minha zona familiar de escritoras e buscar uma autora cujo trabalho eu não conhecesse muito bem ainda. Pois bem, vasculhando as minhas estantes me deparei com... Pollyanna!



Eu me lembro muito bem de Pollyanna. Ele foi o primeiro livro mais longo que li quando era criança e lembro que havia ficado fascinada! Pollyanna foi publicado pela primeira vez em 1913 e escrito pela norte-americana Eleanor H. Porter.

Imediatamente, tive vontade de reler Pollyanna e me reencontrar com a leitora que eu era uns quinze anos atrás! Por isso, Eleanor H. Porter for a escritora escolhida por mim para representar as mulheres neste desafio literário do mês de março.

Mais um desafio literário está lançado, que comecem as leituras!


Um abraço,

Fernanda

sábado, 27 de fevereiro de 2016

"Carol", Patricia Highsmith

Bom dia, queridos leitores!

Estive um pouco ausente e minhas leituras de lazer andaram lentas ultimamente, porque tenho me dedicado bastante à escrita da minha dissertação de mestrado. É bom aproveitar estas últimas semanas mais tranquilas de férias para adiantar o trabalho antes que a confusão da rotina volte com tudo no próximo mês!

No entanto, cumpri o desafio do mês de fevereiro do nosso Calendário Literário, que era ler um livro que tenha sido adaptado para as telas. As opções eram muitas, mas como um amigo havia me emprestado "Carol", que por sinal está concorrendo em diversas categorias ao Oscar 2016 que acontece domingo, achei que seria a oportunidade perfeita para lê-lo!

"Carol" nos conta a história das vidas de duas mulheres que se cruzam através da perspectiva de uma delas, Therese, uma jovem tímida que trabalha em uma loja de departamentos. Em um dia de trabalho enfadonho no departamento de bonecas durante a época atribulada de Natal, Therese avista pela primeira vez Carol, uma mulher elegante na faixa dos 30 anos. Sem saber como explicar, Therese se sente atraída por essa mulher e não consegue controlar o desejo de vê-la novamente. Ela busca o endereço da mulher nos registros da loja de departamentos e a envia um cartão de Feliz Natal. É aí que as duas se conhecem realmente.

Therese
Therese e Carol passam a se ver regularmente. Carol está passando por uma situação delicada: ela está se divorciando de seu marido, Harge, e lutando judicialmente pela guarda de sua filha, Rindy. Therese, ao mesmo tempo, percebe que sua relação com Richard não tem futuro, já que ela não o ama, e procura maneiras de terminar o relacionamento.

As duas mulheres se aproximam ainda mais quando as duas partem em uma viagem sozinhas de carro para o Oeste, parando em diversas cidades, passando as noites em hotéis diversos, tomando cafés em restaurantes através do país, se divertindo, se conhecendo melhor e, acima de tudo, se amando.

Carol
"Carol", publicado pela primeira vez em 1952, causou tremendo escândalo ao retratar o relacionamento amoroso entre duas mulheres. Porém, além disso, "Carol" teve muita repercussão porque foi um dos primeiros romances a dar um final feliz às protagonistas, diferente dos diversos outros personagens homossexuais na literatura que eram condenados pela sociedade, excluídos moralmente e diagnosticados como se portadores de alguma doença. Ademais, as personagens Therese e Carol também quebraram o estereótipo de que mulheres homossexuais deveriam ser masculinizadas.

Cate Blanchett e Rooney Mara

Em nota no final do romance, Patricia Highsmith, autora do livro, conta como surgiu a sua ideia para escrevê-lo. No final de 1948, a própria Patricia trabalhava em uma loja na seção de bonecas de departamentos em Nova York. Em uma certa manhã, uma mulher loira, alta e com um casaco de pele entrou procurando por uma boneca específica. Patricia lhe mostrou algumas e escreveu o nome da mulher elegante em um recibo, juntamente com o seu endereço, para que a boneca fosse entregue em sua casa. A mulher fez o pagamento e foi embora. Neste momento, Patricia escreve, "eu me senti estranha, com a cabeça esvoaçante, perto de desmaiar, ao mesmo tempo enlevada, como se tivesse tido uma visão" (p. 302). Ao voltar para casa naquele dia, Patricia imaginou como seria a história se estas duas mulheres, ela mesma e a mulher loira, se conhecessem e se envolvesse.

Achei simplesmente sensacional saber a fonte de inspiração por trás do romance "Carol" e de imaginar que realmente houve uma Carol de verdade, que encantou tanto a escritora que a inspirou a escrever um romance.

Patricia Highsmith em 1966
 Patricia Highsmith nasceu no Texas em 19 de janeiro de 1921 e morreu de câncer na Suíça aos 74 anos, em 4 de fevereiro de 1995. Patricia ficou mais conhecida por seus romances de mistério psicológico, principalmente "Strangers on a Train", ou "Pacto Sinistro" em português, de 1950, que foi adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock em 1951. Ao todo ela escreveu 22 romances e diversos contos. "Carol" foi o único romance de caráter homossexual. Patricia nunca se casou, mas manteve relações com diversas mulheres ao longo de sua vida.


É uma pena que Patricia Highsmith tenha morrido antes de ver suas personagens Carol e Therese serem incorporadas no cinema por Cate Blanchett e Rooney Mara, respectivamente. Eu ainda não assisti ao filme, mas sou fã de Cate Blanchett e tenho certeza de que ela fez um maravilhoso e inesquecível papel. As duas estão concorrendo ao Oscar 2016 como Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Além destas nominações, "Carol" também foi indicado em outras quatro categorias: Roteiro Adaptado, Fotografia, Trilha Sonora Original e Figurino. Confira o trailer do filme dirigido por Todd Haynes:




Um ótimo sábado a todos!
Bom cinema e ótimas leituras!
E não esqueçam de conferir os vencedores do Oscar neste domingo!

Fernanda

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"A Filha da Feiticeira", Paula Brackston

Bom dia, queridos leitores!

O carnaval se aproxima, mais dias de folga e muita leitura!
Eu, que ainda estou de férias, gosto de aproveitar esse tempo livre para ler aqueles livros que já estão na minha estante há tempo, principalmente aqueles livros encantadores e de fácil leitura! Gosto de intercalar a leitura de clássicos com livros mais leves. E, como minha última leitura foi Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, busquei em seguida uma autora contemporânea e que escreve sobre um de meus temas preferidos: magia!


A Filha da Feiticeira é um livro que me fisgou a atenção pelo título e pela capa. A capa da minha edição traz as pernas de uma possível bruxa, calçando botas, meias escuras e vestindo uma longa saia vermelha. Ao seu lado, está uma vassoura de palha, típico objeto relacionado ao estereótipo da bruxa na literatura. Há, também, uma lua cheia de plano de fundo e imagens desvanecidas de prédios antigos na borda inferior. Essa composição visual já chamou minha atenção!

Em seguida, abri o livro para folheá-lo e li o seguinte: Bathcombe, Wessex, 1628.
Não foi preciso mais, levei o livro direto para o caixa e agora, finalmente, pude lê-lo!
Eu simplesmente adoto histórias que acontecem em um passado remoto e, mais ainda, que vão e vêm no tempo!



A Filha da Feiticeira, escrito por Paula Brackston, nos conta a história de Elizabeth Anne Hawksmith, uma feiticeira de 384 anos, através do seu Livro das Sombras, uma espécie de diário da bruxa, escrito por ela mesma.

No ano de 2007, ela conhece uma jovem garota, Tegan, que se interessa pelos conhecimentos mágicos de Elizabeth e passa a frequentar a sua casa com frequência. Depois de muitos anos vivendo uma vida solitária, Elizabeth se deixar envolver por Tegan e a recebe em sua vida, até mesmo iniciando-a nos conhecimentos da magia.

Sentindo-se confortada com a presença de Tegan e com plena confiança na garota, Elizabeth conta a sua história, que começou no século XVII, conta como tornou-se uma feiticeira imortal e como tem lidado com este fato durante todos estes séculos. Fadada a mudar de cidade de tempos em tempos para evitar desconfiança e esconder o fato que ela não envelhece apesar do passar dos anos, Elizabeth tem um segredo ainda maior: seu inimigo mortal a vem perseguindo durante todo este tempo.

Agora que Elizabeth está feliz novamente em Willow Cottage com Tegan, será que o seu inimigo finalmente a deixou em paz?

A narrativa intercala entre o ano de 2007, no qual Elizabeth está conversando com Tegan, e as diversas vidas que criou para si: quando tornou-se uma feiticeira em 1628, como uma aprendiz do Dr. Gimmel em um hospital em Londres, 1888, e como uma enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial em Flandres, 1917. A leitura é muito dinâmica e o leitor não tem como não se identificar com a pobre Elizabeth e com a sua luta pela felicidade a busca pelo amor durante todos esses séculos.

Paula Brackston

Quem está procurando uma leitura leve e envolvente para o carnaval, esta é uma ótima dica!


Deixe-se envolver pela personalidade forte e pelos conhecimentos mágicos de Elizabeth!


A Filha da Feiticeira é o primeiro livro de Paula Brackston, autora que mora perto de florestas encantadoras no País de Gales e é formada em Escrita Criativa pela Universidade de Lancaster na Inglaterra. Além deste livro, Paula também publicou A Feiticeira de Inverno, que deve ser lançado em breve no Brasil, e outros três livros ainda sem tradução para a língua portuguesa: The Midnight Witch, The Silver Witch e The Return of the Witch, que conta o retorno de Elizabeth! Todos têm como protagonistas fortes feiticeiras e já estão em minha lista de leituras!







Um ótimo carnaval a todos, ótimas leituras e magias!

Fernanda

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Calendário Literário - Fevereiro

Olá, queridos leitores!

Mais um mês começa e está na hora de planejarmos nossas leituras para as próximas semanas!
Eu simplesmente adoro vasculhar a minha estante e procurar por livros que vão fazer parte da minha TBR (to be read) list, mesmo que, muitas vezes, a lista acaba mudando: novos livros interessantes surgem e tomam a frente de outros e leituras obrigatórias acabam sendo prioridade! Porém, como ainda estou de férias, ainda tenho bastante liberdade para escolher o que vou ler em seguida! Que delícia, não?


Como contei para vocês no primeiro post deste ano, durante o ano de 2016 vou seguir o Calendário Literário criado pelo youtuber Vitor Martins, que, além de ser muito fofo, traz desafios literários que deixam a nossa TBR list mais diversificada! De acordo com este calendário, a cada mês temos um novo desafio a cumprir. Em janeiro, deveríamos começar uma trilogia ou série de livros. Eu comecei a ler a saga Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin - que já estava na minha estante há muito tempo! - e foi uma experiência maravilhosa! O segundo volume da série já está na minha lista de leituras próximas.


Quem perdeu a publicação na qual explico com mais detalhes o Calendário Literário 2016 pode acessá-la aqui.

Agora, durante o mês de fevereiro, o desafio é ler um livro que virou filme. Esse desafio é fácil, não? Mas existem tantas opções que a escolha de um livro fica difícil! Recentemente, um amigo meu me emprestou um livro - que, por sinal, foi recentemente adaptado para as telonas - que aguçou muito a minha curiosidade! A adaptação cinematográfica do livro está concorrendo a 6 Oscars e conta com a atuação da belíssima Cate Blanchett, uma de minhas atrizes preferidas. Então pensei: este livro é perfeito para o desafio literário de fevereiro!





E aí, já conseguiram adivinhar qual a primeira leitura deste mês? Trata-se de Carol, livro escrito pela norte-americana Patricia Highsmith e publicado pela primeira vez em 1952. O livro conta a história da relação amorosa entre duas mulheres, Therese, uma jovem que trabalha em uma loja de departamentos em Manhattan, e Carol, uma elegante mulher na casa dos 30 anos. Este foi um dos primeiros livros a tratar amor homossexual de forma positiva na literatura, e a autora teve que publicar o livro sob um pseudônimo na época para evitar julgamentos e críticas. Hoje, no século XXI, esse assunto já é mais abertamente tratado na literatura e no cinema, mas ainda causa muita discussão e polêmica.



Eu estou muito ansiosa para iniciar a leitura de Carol e espero terminá-la antes de assistir ao filme. Enquanto isso, é possível assistir ao trailer deste belíssimo filme aqui:




É isso por enquanto, meus queridos! Assim que terminar minhas leituras, volto aqui para contar para vocês as minhas impressões!

Uma ótima semana a todos e, é claro, ótimas leituras!

Fernanda